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💬 Leitura
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⬆️🎧 Também é possível ouvir este texto no áudio acima. (Duração: 7min 04s)
Dia 66
Conselhos sobre Saúde
Escrito por Ellen White (★1827 - ✞1915)
Capítulo 4 - A Vida ao Ar Livre e a Atividade Física - Parte 9 de 18
Equilíbrio Entre Trabalho Físico e Mental
Todas as faculdades da mente deve ser postas em uso e desenvolvidas, a fim de que os homens e as mulheres tenham uma mente bem equilibrada. O mundo está cheio de homens e mulheres unilaterais, que ficaram assim porque uma parte de suas faculdades foi cultivada, ao passo que outras foram diminuídas pela inação. A educação da maioria dos jovens é um fracasso. Estudam em demasia, ao passo que negligenciam o que diz respeito à vida prática. Homens e mulheres tornam-se pais e mães sem considerar suas responsabilidades, e sua prole desce mais baixo do que eles na escala da deficiência humana. Deste modo a espécie degenera rapidamente. A aplicação constante ao estudo, segundo a maneira em que as escolas são agora dirigidas, está incapacitando a juventude para a vida prática. A mente humana quer ter atividade. Se não estiver ativa na direção própria, o estará no sentido errôneo. A fim de conservá-la em equilíbrio, o trabalho e o estudo devem estar unidos nas escolas.
Deveriam ter sido tomadas providências nas gerações passadas para uma obra educacional em maior escala. Relacionados com as escolas, deveria ter havido estabelecimento agrícolas e industriais, como também professores de trabalhos domésticos; e uma parte do tempo diário deveria ter sido dedicada ao trabalho, de modo que as faculdades físicas e mentais pudessem exercitar-se igualmente. Se as escolas se houvessem estabelecido de acordo com o plano que mencionamos, não haveria agora tantas mentes desequilibradas. ...
Sou levada a perguntar: Deve-se sacrificar tudo o que é valioso em nossos jovens a fim de dar-lhes uma educação colegial? Se tivesse havido estabelecimentos agrícolas e industriais ligados a nossas escolas, e se houvessem sido empregados professores competentes para educar os jovens nos diversos ramos de estudo e de trabalho, dedicando parte do tempo diário ao aperfeiçoamento mental e outra parte do trabalho físico, haveria agora uma classe mais elevada de jovens a entrar no palco da ação e a exercer influência na modelação da sociedade. Muitos dos jovens que se graduassem em tais instituições sairiam de lá com estabilidade de caráter. Teriam perseverança, fortaleza e coragem para sobrepor-se aos obstáculos, e nobres princípios que não os deixariam ser desviados por más influências, por mais populares que fossem. ...
As moças deveriam ter aprendido a confeccionar roupas, a cortar, fazer e consertar artigos de vestuário, instruindo-se assim nos deveres práticos da vida. Deveria haver estabelecimentos em que os jovens pudessem aprender diversos ofícios, que pusessem em atividade tanto os músculos como as faculdades mentais. Se os jovens não podem adquirir mais que uma educação unilateral, qual é mais importante: o conhecimento das ciências, com todas as suas desvantagens para a saúde e a vida, ou a aprendizagem do trabalho para a vida prática? Respondemos sem titubear: O último. Se um deles tiver de ser abandonado que seja o estudo dos livros.
Há muitas jovens mulheres casadas e com filhos, que possuem bem pouco conhecimento prático dos deveres pertinentes a uma esposa e mãe. Lêem e sabem tocar um instrumento musical, mas não sabem cozinhar. Não sabem fazer um bom pão, tão essencial para a saúde da família. Não sabem cortar e confeccionar vestidos, pois nunca aprenderam a fazê-lo. Consideravam estas coisas sem importância, e em sua vida de casadas dependem tanto de alguma outra pessoa que realize estas coisas para elas, como seus próprios filhinhos. É esta indesculpável ignorância, no tocante aos deveres mais imprescindíveis da vida, que torna infelizes a muitíssimas famílias.
O conceito de que o trabalho é degradante para a vida social levou para a sepultura a milhares que poderiam haver vivido. Os que fazem unicamente trabalho manual, labutam com freqüência em excesso, sem períodos de descanso; ao passo que a classe intelectual sobrecarrega o cérebro e sofre por falta do saudável vigor proporcionado pelo trabalho físico. Se a classe intelectual quisesse partilhar até certo ponto do fardo da classe operária, fortalecendo assim os músculos, a classe operária poderia fazer menos e dedicar uma parte de seu tempo à cultura mental e moral. Os que se ocupam em atividades sedentárias e literárias devem fazer exercício físico, mesmo que não necessitem trabalhar por razões financeiras. A saúde deve ser um incentivo suficiente para induzi-los a unir o trabalho físico ao mental.
Conselhos sobre Saúde, páginas 121 e 122.
WHITE, Ellen G. Conselhos sobre Saúde. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira.
Disponível gratuitamente em ellenwhite.cpb.com.br
💚 66º dia da Jornada percorrido ✅