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Hino 324 do Hinário Adventista.
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💬 Leitura
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⬆️🎧 Também é possível ouvir este texto no áudio acima. (Duração: 7min 42s)
Dia 90
Conselhos sobre Saúde
Escrito por Ellen White (★1827 - ✞1915)
Capítulo 5 - Os Sanatórios - Seus Objetivos e Alvos - Parte 15 de 20
Hospitais Luxuosos, uma Desnecessidade
Foi-me muitas vezes mostrado que não é sábio construir instituições gigantescas. Não é pelo tamanho de uma instituição que deve ser avaliada a grandeza da obra em prol das almas. Um hospital gigantesco exige muitos obreiros. E onde muitos deles estiverem reunidos, é sobremodo difícil manter padrão elevado de espiritualidade. Numa instituição grande costuma acontecer que os cargos de responsabilidade são desempenhados por obreiros faltos de espiritualidade, que não exercem sabedoria no procedimento com os que, se fossem sabiamente tratados, seriam despertados, convencidos e convertidos.
Não foi feita em nossos hospitais, a quarta parte do trabalho que poderia haver sido feito, de abrir as Escrituras aos pacientes, e isso teria sido feito em nossos hospitais se os próprios obreiros houvessem recebido ampla instrução religiosa.
Onde muitos obreiros estão reunidos num lugar, é necessária uma administração de grau espiritual muito mais elevado do que em geral tem sido mantida em nossos grandes hospitais. Testimonies, vol. 7, págs. 102 e 103.
Diversões em Nossas Casas de Saúde
Os que têm a responsabilidade da clínica devem ser sobremodo cuidadosos de que as diversões não sejam de molde a rebaixar o padrão de cristianismo, colocando esta instituição em pé de igualdade com outras e debilitando o poder da verdade divina na mente daqueles que com ela estão relacionados. Os entretenimentos mundanos ou teatrais não são necessários à prosperidade da clínica ou à saúde dos pacientes. Quanto mais lhes for apresentado este tipo de diversões tanto menos eles se sentirão satisfeitos, a não ser que alguma coisa dessa espécie lhes seja oferecida continuamente. A mente está sempre na expectativa de alguma coisa nova e provocante, exatamente aquilo que ela não deve receber. E se esses entretenimentos são permitidos uma vez, são aguardados novamente, e os pacientes perdem o seu gosto por qualquer arranjo simples para ocupar o tempo. Mas repouso, mais do que estimulação, é o de que necessitam os pacientes.
Assim que essas diversões são introduzidas, as objeções para não ir a casas de espetáculos são removidas de muitas mentes, e a alegação de que cenas morais de alto padrão vão ser representadas no teatro faz ruir a última barreira. Os que desejariam permitir essa espécie de divertimentos no hospital fariam melhor se buscassem de Deus sabedoria para guiarem estas pobres, famintas e sedentas almas à Fonte da alegria, paz e felicidade.
Depois que houve um afastamento do caminho reto, é difícil voltar. As barreiras foram removidas e derribadas as salvaguardas. Um passo em direção errada prepara o caminho para outro. Um único copo de vinho pode abrir a porta da tentação que levará a hábitos de embriaguez. A condescendência com um único sentimento de vingança pode abrir o caminho para um cortejo de sentimentos que terminarão em assassínio. O menor desvio do direito e dos princípios levará à separação de Deus, e poderá terminar em apostasia. ... Exige menos tempo e trabalho corromper os nossos caminhos diante de Deus do que implantar no caráter hábitos de justiça e verdade. Tudo aquilo a que um homem se acostuma, seja sua influência boa ou má, ele acha difícil abandonar.
Os administradores dos hospitais podem igualmente concluir, desde logo, que jamais serão capazes de satisfazer essa espécie de mentes que só pode encontrar felicidade em alguma coisa nova e atrativa. Para muitas pessoas este tem sido o seu regime dietético intelectual durante toda a sua vida; há dispépticos tanto mentais como físicos. Muitos estão sofrendo muito mais de males da alma do que de enfermidades do corpo, e não encontrarão alívio enquanto não forem a Cristo, a fonte da vida. Os queixumes de fadiga, solidão e descontentamento cessarão então. As alegrias que satisfazem comunicarão vigor à mente, e saúde e energia vital ao físico.
Se os médicos e obreiros se iludirem a si mesmos com o pensamento de que devem encontrar uma panacéia para os diversos males de seus pacientes, suprindo-os com uma série de entretenimentos semelhantes aos que têm constituído a maldição de sua vida, eles serão desapontados. Não permitais que estes divertimentos sejam colocados no lugar que a Fonte da vida deve ocupar. A alma faminta e sedenta continuará a ter fome e sede enquanto participar destes prazeres que não satisfazem. Mas aqueles que bebem da água da vida não mais terão sede de entretenimentos frívolos, sensuais e estimulantes. Os princípios enobrecedores da religião fortalecerão as energias mentais e destruirão o gosto por estas satisfações. Testimonies, vol. 4, págs. 577-579.
Conselhos sobre Saúde, páginas 162 e 163.
WHITE, Ellen G. Conselhos sobre Saúde. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira.
Disponível gratuitamente em ellenwhite.cpb.com.br
💚 90º dia da Jornada percorrido ✅